Os novos media são interactivos. Em contraste com os velhos media, onde a ordem de apresentação é fixa, os novos media possibilitam a interaçcão do utilizador com um objecto media.
O conceito de interactividade é passível de uma série de opiniões que surgiram desde o aparecimento da hipermedia. Alguns autores definem o conceito de interactividade em níveis ou ainda introduzem, baseados nas pesquisas de formas de recepção apontadas por Nobert Wiener, a diferença entre o meio passivo, reactivo e interactivo. Segundo Wiener o meio passivo, mostra de forma clássica que quem recebe a mensagem envia como feedback um sinal de que a mensagem foi recebida, ou seja, o sinal é enviado por um veículo (canal) e necessita de chegar ao receptor de maneira que este só contemple a chegada desse sinal se existir uma participação do público (é apenas a de conferir o sinal recebido). O meio passivo por outro lado, abre a possibilidade de o emissor enviar mais do que um sinal, permitindo ao receptor o poder de optar na escolha de uma delas. Neste caso, o público reage aos vários sinais, escolhendo o caminho a percorrer consoante o seu interesse. Para finalizar o meio interactivo, permite ao receptor optar, intervir, mudar as relações indiciais que o mundo dos signos nos oferece, como também inventar novos destinos para o desenceio das linguagens.
Um outro autor que abarca o conceito de interactividade como investigação é Roy Ascott. Em 1995, o autor define dois tipos básicos de interactividade, aos quais denomina de “trivial” e “não-trivial”, onde na interactividade “trivial” o receptor actualiza o potencial de escolhas já pré-programas e presentes num determinado banco de dados, e na interactividade “não-trivial” o receptor pode participar efectivamente, ampliando e transformando a informação disponível em rede.
Outra proposta interessante sobre o conceito de interactividade é a tipologia por quarto dimensões cumulativas de interactividade, criada por Van Dijk, em 1999 – 2000. A primeira é a dimensão especial da interactividade, que refere-se à comunicação ponto a ponto. A segunda refere-se à comunicação não-sincrônica devido ao tempo excessivo entre acção, reacção e a reacção à reacção. A terceira é a dimensão temporal da interacção, ou seja, é a possibilidade de troca entre emissor e receptor em qualquer lugar ou momento, tendo ambos igual controle e contribuição para a mensagem. Por último, a dimensão de acção e controle que corresponde à possibilidade de contextualização e de entendimento partilhado, que, de momento, pode ser encontrada apenas na comunicação face a face.
Se nos focarmos nas relações de poder dentro da estrutura comunicativa de diferentes tecnologias, temos de reconhecer que a interactividade assume diversas formas e diferentes apropriações.
In the most general terms, interactivity simply describes an active relationship between two things.(1)
Os novos media | Interactividade
February 18, 2010 by Edna Silveira
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