O conceito de mapeamento sintetiza a ideia de represenção visual de uma determinada realidade, seja esta física (um espaço, um corpo, um dispositivo), ou conceptual (um acontecimento, uma relação, um pensamento). Mapeamento designa os meios de visualização que nos permitem identificar, situar e navegar num determinado “território informativo”.
Sendo necessariamente uma construção humana, os “mapas” são maioritariamente considerados como veículos objectivos de informação. A sua maior vantagem advém exactamente da capacidade de converter uma determinada realidade ou relação representada em factos organizados e de permitir simultaneamente uma visão detalhadas destes.Neste sentido, mapeamentos são construções que permitem ampliar a visão e compreensão da realidade:
O artista plástico Aaron Koblin, em 2005, especializou-se em algo inédito. Este norte-americano concebeu um projecto intitulado Flight Patterns, onde cria imagens coloridas usando uma matéria-prima que, de facto, não é muito habitual: as rotas dos aviões que sobrevoam a América do Norte e partes dos Oceanos Atlântico e Pacífico.
Koblin é funcionário do Google e usa dados fornecidos pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos da América para conceber as obras. Os quadros mostram a rota de voos na região durante um período de 24horas, diferenciando tipo o de aeronave, fabricante e altitude percorrida. As cores mais fortes indicam voos a altas altitudes, e as mais ténues revelam pousos e descolagens, criando deste modo, um mapeamento.
Para além da beleza expressa nos trabalhos de Aaron Koblin, as obras mostradas dão uma ideia de como é concorrido o céu da América do Norte. Um espaço onde, diariamente, apenas as empresas aéreas americanas operam cerca de 27 mil voos.
